Architecture Studio
Madrid
/17
A CASA DE MARTA ORDOVÁS É O RESULTADO DE UM PROJETO ASSINADO PELO NULA STUDIO, ONDE O RESPEITO PELO EXISTENTE ORIENTA CADA DECISÃO. ATRAVÉS DA RECUPERAÇÃO DE ELEMENTOS ORIGINAIS, DO USO DA COR E DE UM OLHAR SENSÍVEL SOBRE A PASSAGEM DO TEMPO, O ESTÚDIO CONSTRÓI UM LAR VIVIDO, PESSOAL E ABERTO À EXPERIÊNCIA. UM ESPAÇO QUE SE TRANSFORMA EM LOCAL DE ENCONTRO E DE ENTENDER A ARQUITETURA.
Como foi o primeiro contacto com a Marta e o que vos pediu inicialmente?
A Marta e eu somos amigas desde muito pequenas, conhecemo-nos muito bem, por isso vivemos o processo desde o início. Projetar a casa de alguém tão próximo foi uma experiência muito especial, não só pela confiança e cumplicidade durante o processo, mas também porque, uma vez terminada a obra, passamos muito tempo nela: é o local oficial de encontro.
Que palavras definiriam o conceito da casa?
O projeto parte do detalhe para gerar o conjunto. Neste caso, o pavimento de Nolla fragmentado que encontrámos no piso principal definiu uma estratégia baseada em três ações: conservar, recuperar e preencher. Esta lógica foi aplicada em todas as escalas do projeto, desde os puxadores até à estrutura, permitindo que a casa revele, camada a camada, a passagem do tempo.
"Apostamos na recuperação e valorização dos elementos existentes. Neste caso, o pavimento de Nolla"
Que decisão foi arriscada mas hoje faz mais sentido?
Foi um processo experimental, sem garantias prévias, para o qual até montámos um pequeno atelier em obra para fazer testes. Teria sido muito mais simples demolir e refazer. No entanto, são precisamente essas decisões que hoje definem a casa: conservar a marca do pavimento de Nolla e completá-lo com argamassa, dar protagonismo à escada original envernizando-a com brilho, ou abrir completamente a casa de banho para a escada principal para poder contemplar os antigos vitrais em forma de cisne. Neste sentido, foi fundamental que a Marta partilhasse a nossa visão e a vontade de experimentar.
Como equilibraram estética e funcionalidade?
Para nós, a estética não é um adorno, mas uma parte integrante da função. Um espaço bem pensado vive-se com naturalidade e emoção. Quando um lugar nos faz sentir bem, está a funcionar — e foi isso que procurámos nesta casa.
Que importância acreditam que a cor tem na experiência de um espaço?
Neste projeto partimos da hierarquia e da gama cromática do mosaico original: um fundo neutro que atua como base unificadora e sobre o qual se destacam, por contraste, elementos singulares de cor em vermelho, amarelo e verde.
Se pudessem levar uma única peça de design de qualquer museu do mundo, qual seria?
Mais do que uma peça em si, interessam-nos os processos. Gostaríamos de poder aceder ao percurso completo do design de uma peça, desde o primeiro esboço e os protótipos até ao resultado final. O que é descartado tem tanto valor de aprendizagem quanto aquilo que permanece.
Por que escolhes THE MASIE?
Escolhemos a THE MASIE pela sua grande variedade de produtos e pela sua atitude corajosa perante o design. É uma marca que não tem medo de inovar, de explorar novas formas e de propor peças com identidade.
O que te inspiram os nossos móveis?
Espaços com personalidade, abertos à experimentação e à mudança.
Peça favorita da THE MASIE
A vossa coleção de cadeiras de jantar, que podem ser combinadas entre si na mesma mesa.
Uma cor
Usamos muito a cor para destacar elementos e optamos sempre por cores fortes e vibrantes, como o vermelho.
Estilo favorito
Qualquer um que não se leve demasiado a sério.
Campo ou cidade
O meu sócio Miguel é totalmente urbano; eu poderia viver perfeitamente no campo e ir visitá-lo ao estúdio.